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França: o que está a falhar na segurança das populações?

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 24.04.17

  

 

Ontem acompanhei os resultados da 1ª volta das eleições presidenciais francesas. E, no final, quando se tinham já perfilado os 2 candidatos à 2ª volta e vi ali Le Pen, percebi claramente que o medo a ajudou.

O paradoxo do securitarismo a partir do medo é que não garante a segurança das populações e cria obstáculos à própria segurança ao alimentar um ambiente propício à insegurança.

É isso que os media deveriam ter descodificado da mensagem de Le Pen, e desmontado as ligações perigosas com a Rússia.

É aqui que as democracias actuais falham na protecção das populações: a segurança depende da democracia, da transparência, da informação correcta às populações. Tudo isto faz parte da prevenção.

Também faz parte da prevenção: o trabalho dos serviços de informação, dos especialistas da internet, dos ataques cibernéticos, da contra-informação, da investigação de ligações políticas e/ou financeiras a interesses adversários ao país e às populações que representam.

Assim como os media não contextualizam o resultado de Le Pen, nem os serviços de informação assinalam nada de estranho nas ligações à Rússia, também não esperamos que consigam contextualizar a revolta de jovens parisienses logo depois de conhecidos os resultados da 1ª volta. O desespero inconformado de quem se sente impotente, quando expresso em violência caótica e revolta mal dirigida, não gera empatia ou compreensão nas populações. E geralmente é-nos apresentado apenas de forma simplista: grupos de anarquistas, por exemplo. São jovens e estão desesperados. São jovens e sentem-se impotentes. São jovens e o sistema não os ouve.

A tensão social é propícia à violência, e se juntarmos a este ambiente de alta tensão quaisquer interferências previstas, todo o cuidado é pouco.

 

O que está a falhar na segurança das populações?

- o sistema político actual. Para se dizer democrático, precisa de se reformar de cima abaixo;

- a investigação de ligações políticas e/ou financeiras perigosas para a segurança do país, da população, mas também da Europa e das suas populações;

- os media que normalizam o inaceitável, acabando por ser um obstáculo à informação que as populações precisam para decidir da melhor forma (neste caso, as eleições). O voto deveria servir para garantir a sua própria segurança e a possibilidade de ver concretizadas as suas legítimas expectativas.

 

As bases de uma democracia de qualidade - informação, transparência, comunicação, equilíbrio, inclusão - são as que melhor garantem a prevenção e a segurança.

 

As pessoas estão entregues a si próprias e é natural que procurem informação nas redes sociais. É certo que lá encontramos muita informação falsa, contra-informação, propaganda mal intencionada, etc., mas há a possibilidade de aprender a filtrar a informação fiável, fidedigna e útil, se estivermos atentos e treinarmos a capacidade de verificar a correlação de diversos factores.

Há que estar atento, alerta, mantendo a calma. Não é fácil.

Há que observar, descodificar, desmontar, procurando a informação mais fiável.

Há que escolher a melhor solução, a que melhor garante o ambiente de segurança propício ao equilíbrio democrático e à prosperidade económica. 

 

 

 

publicado às 10:17

 

 

E o Brexit continua a ser dramatizado nos canais informativos. Os media fazem o seu papel, uma agência de rating faz o seu papel, a CE faz o seu papel. As elites não gostam de referendos.

Jovens universitários urbanos e de classes privilegiadas estão revoltados com os que votaram Brexit, indiferentes ao seu futuro promissor na UE. Há até uma Petição a correr para comprometer a legitimidade democrática do resultado do referendo. 

As elites do futuro não conseguem pensar para além do seu egoismo. Na realidade, os jovens que poderiam argumentar a falta de solidariedade geracional são os jovens de escolaridade média que não conseguem entrar no mercado de trabalho.

 

Para compreender o resultado que assustou as elites, vamos analisar o perfil dos seus votantes. Apoio-me no Guardian: menor rendimento médio anual; classes sociais mais desfavorecidas; nível escolar mais baixo.

A faixa etária foi muito empolada, jovens vs reformados. No voto dos jovens verifica-se uma diferença entre os licenciados urbanos e os outros. O argumento da comparação da esperança de vida soou-me preocupante quando verbalizado por jovens que não querem perder as suas vantagens, esquecendo outros jovens que são mantidos à margem do mercado de trabalho, entenda-se, trabalho digno desse nome. 

 

Que elites se estão a formar na cultura europeia que não conseguem alargar a sua perspectiva a todos os seus conterrâneos? Já para não falar de todos os cidadãos europeus?

A cultura da UE não me parece, pois, uma cultura de futuro e com futuro. Pelo menos para os cidadãos europeus que têm sido esquecidos e maltratados. A cultura da colaboração inicial perdeu-se no caminho e o papel construtivo das elites também. 

 

Aqui analisei o Brexit na perspectiva cultural, de mudança profunda, de uma tendência de reequilíbrio local-global, indivíduos-instituições. A nível político e económico.

 

 

Post publicado n' As Coisas Essenciais.

 

 

publicado às 21:25

A afirmação de um governo de esquerda no contexto europeu actual

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 21.05.16

 

 

Esta semana foi muito rica em surpresas, umas boas outras más.

As boas primeiro:

- o ministro da Educação, apesar de enxovalhado pelos lóbis da Escola ponto, revela-se um verdadeiro gestor político com uma visão ampla e clara da Escola Pública e da Educação;

- o governo, apesar de pressionado por Bruxelas, revela-se um verdadeiro governo com uma estratégia política e económica para o país;

- o PM, apesar das tentativas de o fragilizarem e/ou manipularem psicologicamente, revela-se um líder político com inteligência, maturidade e diplomacia eficaz. Afinal, já se tinha revelado como o negociador.

 

Agora as más:

- a Escola ponto não arreda pé, quer continuar a ser sustentada pelo contribuinte. Tem-se mantido até hoje desviando turmas da Escola Pública, dada a curva descendente demográfica da população estudantil e da emigração de casais em idade fértil. O argumento da sua sustentabilidade financeira não pode, pois, ser considerado, uma vez que já estava a furar a lei. E o argumento da crise social ainda menos, pois em crise social permanente tem vivido a Escola Pública desde Maria de Lurdes Rodrigues até Crato;

- Bruxelas e as suas estranhas personagens desdobram-se em conferências de imprensa tentando manipular e condicionar os cidadãos europeus, desta vez Espanha com eleições à porta, e Portugal, que funciona com um governo de esquerda. O aviso é claro: para ser aceite por Bruxelas, o governo deve ser de direita. Estas personagens perderam a credibilidade política, se é que que alguma vez a tiveram. Não são eleitos por ninguém, ninguém os conhece. Além disso, o seu discurso é medíocre e repetitivo. O poder destas personagens é ilegítimo e, por isso mesmo, perigoso;

- qualquer tentativa de fragilização do PM, neste contexto europeu e nacional, é prejudicial para a Europa em primeiro lugar, pois, com a Itália e a Grécia, somos um exemplo de excepção à regra da tendência da viragem à direita e até de extremismos de direita, e para o país em segundo lugar, pois vamos precisar de toda a margem de manobra política que conseguirmos para enfrentar os obstáculos que Bruxelas nos prepara e os desafios que a economia nos vai colocando à frente.

 

 

De onde se conclui que a afirmação de um governo de esquerda no contexto europeu actual é uma insolência ameaçadora para as personagens da Europa das estrelinhas - CE, Eurogrupo e outros sótãos e caves de Bruxelas - como insolente e ameaçadora é a própria democracia.

Lembram-se do que aconteceu à Grécia e que estas personagens nos fazem questão de lembrar? E apesar das humilhações que sofreu, a Grécia ainda acolheu milhares e milhares de refugiados? É na gestão desta crise humanitária que se vê a cultura e a  fibra de um povo.

No norte e centro da Europa vimos fronteiras a fechar-se. Bruxelas teve a indescritível ideia de pagar à Turquia para receber muitos de volta e os que continuam a vir. Por aqui se vê a cultura e a natureza da Europa política actual.

Espanha é agora o próximo território de ensaio da manipulação de Bruxelas. Dependendo dos resulatdos eleitorais se verá a próxima estratégia.

Daí a importância do governo português se manter intacto e determinado, pois vai precisar de toda a sua legitimidade política para se continuar a afirmar neste contexto adverso. 

 

 

 

 

 

publicado às 10:03

Quando um governo não tem legitimidade política: o caso do Brasil

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 16.05.16

 

 

Neste vídeo, a proximidade com as pessoas que se manifestam espontaneamente compensa o facto de ser um vídeo amador. O jovem que filma vai descrevendo de forma objectiva o que vê: o facto de ser uma manifestação espontânea, não programada, o facto de se verem muitas mulheres, muitos jovens, o que vão dizendo, em nome das mulheres, dos operários, dos pobres, dos indígenas. Recordam o caminho que os avós e os pais percorreram contra a ditadura. Democracia e luta. Esta é a essência da sua revolta contra o golpe político e o governo Temer.  

 

"A democracia brasileira morre aos 27 anos" diz Gregório Duvivier, um dos colaboradores do Porta dos Fundos. E esclarece numa síntese perfeita a cultura retrógrada do governo Temer.

A minha primeira perplexidade: onde é que estes fantasmas estavam escondidos? Nalgum sótão de um casarão velho cheio de teias de aranha? Este tipo de homem saído do séc. XIX existe mesmo? Não é uma imagem halográfica replicada em 16 figuras para nos convencer que são mesmo reais, de carne e osso?

A minha segunda perplexidade: como foi possível isto acontecer no Brasil?

 

Como tudo na vida, caros Viajante que passam por este cantinho do vozes_dissonantes, se não tivessem saído do sótão escuro de onde manipulavam os negócios da política e a política dos negócios, nunca saberíamos da sua existência e nunca poderíamos desmontar a sua cultura de base.

As medidas que este governo já anunciou lembraram-me outras que aqui também já sofremos durante os 4 anos do governo-troika. Só que estes fantasmas estão todos implicados em casos de justiça. 

 

Para já, o povo brasileiro não aceita este governo. Mas não subestimar a força policial e militar que governos sem legitimidade política e com esta cultura retrógrada podem mobilizar contra as populações.

 

 

 

publicado às 10:05

Este PSD é democrata?

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 08.05.16

 

 

 

As vozes dissonantes devem fazer-se ouvir de vez em quando. As vozes que destoam das vozes monocórdicas dos comentadores de serviço na televisão.

 

Vou fixar-me apenas numa opinião de um adolescente tardio (= trintão imaturo): O que me irrita na esquerda é que pensam que a democracia é apenas deles. Eu nasci com o 25 de Abril e considero que a democracia também é minha. A democracia também é da direita.

A ideia era mais ou menos esta: este PSD é democrata. O menino mimado não percebia como era possível apelidarem o PSD de não democrata. Alguém teve de lhe lembrar que o governo anterior governou sempre à revelia da Constituição.

 

Aqui analisei muitas vezes o governo anterior, a sua cultura de base e até a sua estética comportamental. E apelidei-o de fascizóide. Estava lá tudo: humilhação, intimidação, bullying político. 

De facto, podemos imaginar uma linha contínua para classificar o autoritarismo, do autocrático à tirania. Mas será um exercício interessante? As classificações políticas apenas servem para nos distrair do essencial.

 

A democracia é um contrato entre os gestores do poder e os cidadãos, vive em equilíbrio constante, pesa tudo no fiel da balança, é responsável e responde pelas suas decisões, é aberto e transparente. A Constituição é a lei comum, as regras da gestão política. A Assembleia é o espaço onde esse equilíbrio é exercitado. O governo responde perante a Assembleia. O Presidente é uma garantia de que este equilíbrio é alcançado na gestão política do governo e que se respeita a lei comum.

 

O governo anterior só conseguiu atropelar a democracia, depois de a amolgar e adulterar, porque se refugiou no empréstimo, na dívida e na troika. Essa era a sua justificação. 

As desigualdades sociais aumentaram, a classe média foi atirada para a pobreza, os jovens para a emigração. Mas isto toda a gente já sabe.

 

Incomodemos ou não as vozes monocórdicas de serviço, é preciso desenhar com clareza as linhas gerais da democracia. As crianças e os adolescentes precisam de saber, com exemplos concretos da vida real, o que é a democracia, para saberem detectar os desvios e poderem votar de olhos abertos.

 

 

publicado às 08:07

A dupla responsabilidade da esquerda actual

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 07.05.16

 

 

 

A dupla responsabilidade da esquerda actual:

1 - governar o país dentro dos constrangimentos que nos condicionam a economia, enfrentando os desafios que a CE irá colocar à nossa frente;

2 - livrar-nos deste PSD e deste CDS pois ninguém lhe perdoaria colocar em risco a actual maioria de esquerda e entregar-nos nas mãos dessas personagens e da sua cultura obsoleta.


Quando a comunicação social dá voz a quem só quer destruir o actual equilíbrio possível no poder para nos pôr o pé em cima de novo, percebemos que não podemos confiar em tudo o que vemos e ouvimos na televisão.


Felizmente temos um Presidente inteligente e perspicaz que entende que a democracia respira no movimento - negociações e acordos - e no equilíbrio - compromissos e decisões.


E a democracia ainda é a melhor fórmula para uma organização social, política e económica saudável, dinâmica e equilibrada.

 

 

Post publicado em A Vida na Terra.

 

 

publicado às 10:51

O dossier Panamá

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 04.04.16

Ora aqui está um belíssimo título para um livro ou um filme. Um trabalho de partilha de informação de jornalistas de investigação. Uma de muitas tentativas de divulgação do que se passa nos bastidores das finanças e das negociatas de quem não se quer sujeitar às regras da convivência justa, equilibrada e civilizada do comum dos mortais.


E quem encontramos lá? Algumas personagens não nos surpreendem, já contávamos com isso. Mas o primeiro-ministro da Islândia? De um país que acabou de atravessar uma das crises financeiras mais terríveis? E eu que pensava que as mulheres islandesas tinham tomado conta do poder para não deixar que cenas destas voltassem a acontecer...


O Messi? Admirado por tantos jovens de todo o mundo? Um símbolo do desporto? E logo quando o futebol ainda tem a mancha da corrupção agarrada à FIFA como pastilha elástica?


O mais interessante é constatar, quando se fala de offshores, que a cultura vigente ainda é aceitar a sua existência com naturalidade, como se fosse normal fugir ao fisco só porque se tem muito dinheiro. Tudo ao contrário, não acham? Mais aceitável seria perdoar uma pequena fuga ao fisco de quem tem pouco dinheiro... Só que para esses é a penhora.


Isto dos offshores já é uma grande rede de interesses, todos a retirar a sua parcela, bancos, empresas, advogados... A cultura vigente está tão enraizada que até gestores políticos propõem o perdão fiscal parcial e ainda se sentem gratos por esses montantes regressarem à legalidade.


E haverá ainda o argumento de que a finança poderá colapsar se se sujeitar às regras democráticas do equilíbrio de uma sociedade civilizada. De onde se poderá concluir que esta finança actual se baseia no desequilíbrio, na ausência de regras democráticas, e só funciona fora da lei.


E há outra questão muito actual que aqui surge como prioritária: a segurança. Os offshores são um óptimo esconderijo para financiar o terrorismo. 


A mudança necessária é cultural, mas tem de se começar por um lado, pelo trabalho jornalístico. 

 

 

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

 

publicado às 15:34

O negociador

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 16.10.15

Enquanto saboreio este intervalo... sem governo, vou observando o que se vai passando nas negociações.

A nova distribuição dos lugares no parlamento veio baralhar a composição do novo governo. Os partidos têm de negociar.


A dupla PSD/CDS proclama que ganhou as eleições enquanto o PS negoceia. A dupla PSD/CDS faz um "acordo de governo" entre si enquanto o PS negoceia. A dupla PSD/CDS não apresenta uma proposta decente ao PS enquanto o PS negoceia. A dupla PSD/CDS atribui ao PS as culpas de não haver aproximação enquanto o PS negoceia. A dupla PSD/CDS está à espera que o Presidente os coloque no poder enquanto o PS negoceia.


O que posso concluir, para já, deste filme "O Negociador" é que o raptado, o PS, deu a volta ao papel que lhe deram, de vítima, para o papel do herói que, nestes filmes é, como se sabe, o negociador, o que salva os reféns.

E isso tem sido muito interessante de ver. Porquê? Porque hoje a cultura da negociação é fundamental para gerir da melhor forma um colectivo e, ainda por cima, nas actuais circunstâncias.

 

Vou estando atenta a este filme, até porque há outras personagens a surgir, os desestabilizadores, os maus da fita, os que criam o suspense, os que querem dividir. 

E quem são eles? A comunicação social, políticos, comentadores, a Igreja, alguns Anciãos respeitados, enfim, o sistema. Vozes que lançam a dissonância em vez da concordância. Vozes que querem abafar a voz colectiva de quem votou. 

E isso também é muito interessante de ver. Porquê? Porque estamos perante um confronto social e cultural. Social: de um lado os que têm estado no poder e na influência, do outro lado, os que têm sido afastados da participação política, nas grandes decisões que afectam as suas vidas e a das suas famílias. Cultural: entre a cultura do poder e a cultura da negociação.

 

 

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

publicado às 15:05

Ainda não temos governo mas já temos Presidente

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 13.10.15

É impressão minha ou este Outono está a revelar-se mais suave e alegre? Como se um peso nos tivesse sido tirado dos ombros... e só pelo facto de estarmos, bem... sem governo. 

Agradeço, pois, a todos os Indecisos que foram votar terem hesitado até ao último momento e terem mantido o suspense até ao fim. Assim, comparando com as sondagens na semana anterior às eleições, podemos concluir que a distribuição dos seus votos foi deveras interessante: bastantes votos para o BE, alguns para o PS, uns poucos para a CDU, e ainda se lembraram do PAN, o único dos novos partidos a merecer a sua atenção.


Apesar da dupla CDS/PP, da comunicação social e dos comentadores agitarem os fantasmas do passado, para assustar os cidadãos quanto à possibilidade de formação de um governo de esquerda, os ditos cidadãos não parecem preocupados. A vida continua docemente e em paz.

Afinal, podemos não ter governo mas já temos Presidente.


Alguém que finalmente apresenta a sua candidatura fora do centro político e das luzes da ribalta, junto dos cidadãos.

Alguém que define a sua futura forma de representar o seu país e os seus concidadãos, perto das pessoas e com as pessoas. Sim, finalmente alguém que gosta de pessoas.

Assim, se o governo que sair das negociações em curso se vir entalado ou pressionado, já temos alguém que pode construir pontes e manter a harmonia e equilíbrio há tanto desejados.


Entretanto vou saboreando estes dias de intervalo sem a dupla PSD/CDS no poder. Esta súbita paz, esta calma outonal... 

Afinal há uma década já que somos massacrados com personagens rígidas e arrogantes. Não seria bom que agora surgissem pessoas a sério?


Para celebrar este Outono e este intervalo, um filme muito arrumadinho dos anos 50:

 

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

publicado às 20:26

Presidente vs primeiro ministro (d' A Vida na Terra, 8 de Abril)

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 12.04.15

Hoje ser Presidente em Portugal é muito mais atractivo do que ser primeiro ministro.

 

E porquê? Porque o próximo primeiro ministro que sair do bloco central partidário terá de seguir o guião e obedecer à cultura política dominante.

E qual é o guião? É o manual europeu dos credores e dos mercados.

E qual é a cultura política dominante? A que nos é tristemente revelada na assembleia da república. 

Os novos partidos que vemos emergir terão de se afirmar culturalmente sem complexos nem receios, e isso dá muito trabalho.


Já ser Presidente é mais interessante actualmente, trata-se de: representar um país, um povo, uma cultura; lembrar os valores essenciais expressos na Constituição; inspirar para a acção criativa e para o bem comum; identificar as oportunidades e possibilidades e activá-las a partir do seu papel de influência. Um/a candidato/a de acção e exemplo.

Finalmente, um/uma candidato/a que revelar gostar realmente de pessoas, de interagir com pessoas, e que se movimente à vontade, não apenas no seu grupo de referência mas em todos os meios culturais e sociais. 

 

 

 

 

publicado às 11:17


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